A Reforma Tributária, instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023, deixou de ser uma discussão política para se tornar uma realidade operacional. O ano de 2026 marca o início oficial do período de transição, com a introdução da cobrança da chamada “Alíquota de Teste” dos novos tributos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Para empresários e departamentos fiscais, a teoria acabou. A dúvida agora é prática: “Como devo preencher a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) ou de Serviços (NFS-e) para contemplar essa nova cobrança de 1%?”.
A Silva e Rino Contabilidade elaborou este manual técnico. Não se trata apenas de mudar um número no sistema; trata-se de parametrizar toda a sua operação para evitar rejeição de notas, bitributação e multas por descumprimento de obrigação acessória.
Entendendo a “Alíquota de Teste”: Não é Apenas um Teste
Primeiramente, é necessário desmistificar o termo. Sob a ótica jurídica e contábil, a cobrança que se inicia em 2026 é chamada de “teste” porque serve para calibrar os sistemas de arrecadação do governo e a compensação entre os entes federativos. Porém, para o caixa da sua empresa, é uma obrigação tributária real.
A alíquota total de 1% é composta por:
- 0,9% de CBS (Federal): Substituindo gradualmente PIS/COFINS.
- 0,1% de IBS (Estadual/Municipal): Substituindo gradualmente ICMS/ISS.
O objetivo dessa fase não é aumentar a carga tributária. A legislação permite que esse 1% pago seja compensado com o PIS e a COFINS devidos no mesmo período. Ou seja, você paga o novo, mas desconta do velho. O desafio está em fazer essa conta fechar na emissão do documento fiscal.
Passo a Passo: Parametrizando o Sistema Emissor
Para emitir a nota fiscal corretamente com a alíquota de teste, seu software ERP ou sistema de faturamento precisará ser atualizado. A Silva e Rino Contabilidade atua na homologação dessas mudanças junto aos seus fornecedores de tecnologia.
Abaixo, detalhamos os campos críticos que sofrem alteração no layout da Nota Fiscal (XML):
1. Classificação de Produtos e Serviços (NBS)
Além da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), o novo sistema dá ênfase à NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços).
- Ação: Verifique se o cadastro de todos os seus itens possui a classificação correta. Uma classificação errada pode impedir o sistema de calcular a alíquota de teste ou aplicar uma regra de imunidade indevida.
2. Novos Campos de Tributação (Grupo de Tributos)
O layout da NF-e 4.0 (ou versões superiores para a Reforma) introduziu grupos específicos para IBS e CBS. Você não deve somar esses valores ao ICMS ou ISS. Eles têm “vida própria”.
- Campo CBS: Deve ser preenchido com a alíquota de 0,9% sobre a base de cálculo.
- Campo IBS: Deve ser preenchido com a alíquota de 0,1% sobre a base de cálculo.
Atenção: A base de cálculo do IBS e da CBS é “por fora”. O valor do imposto não integra a própria base, diferentemente do ICMS e PIS/COFINS antigos. Seu sistema deve estar configurado para fazer essa distinção matemática.
3. Código de Situação Tributária (CST) do Novo Regime
Assim como existe o CST para ICMS (ex: 00, 10, 60), foram criados novos códigos para IBS e CBS para identificar se a operação é tributada, isenta ou imune. Utilizar o CST antigo do PIS/COFINS para a CBS resultará em rejeição imediata da nota pela SEFAZ (Secretaria da Fazenda). A equipe da Silva e Rino fornece a tabela de correlação (“De/Para”) para parametrizar seu sistema.
O Mecanismo de Compensação na Prática
A maior dúvida dos clientes da Silva e Rino é: “Vou pagar 1% a mais de imposto em 2026?”. A resposta técnica é: Não, se a contabilidade for feita corretamente.
O processo de emissão e apuração funciona da seguinte forma:
- Emissão: Você emite a nota destacando 0,9% (CBS) e 0,1% (IBS).
- Pagamento: Você recolhe a guia desses novos tributos.
- Apuração do PIS/COFINS: Ao fechar o mês, calculamos o PIS e a COFINS devidos pelo sistema antigo.
- Compensação: Do valor do PIS/COFINS a pagar, abatemos exatamente o que foi pago de CBS/IBS.
Exemplo Prático:
- Sua empresa deve R$ 10.000,00 de PIS/COFINS.
- Você pagou R$ 1.000,00 de CBS/IBS (Alíquota de Teste).
- Você pagará apenas R$ 9.000,00 de PIS/COFINS.
Se o seu contador não fizer essa compensação na DCTFWeb ou na apuração mensal, você pagará em duplicidade. Na Silva e Rino, esse processo é automatizado e auditado.
O Desafio do Simples Nacional na Fase de Teste

Empresas do Simples Nacional possuem uma dinâmica diferente. Em regra, elas continuam pagando o DAS único. Porém, para 2026, a legislação abre a possibilidade de o Simples recolher IBS e CBS “por fora” para transferir crédito.
Se sua empresa do Simples optar por isso (para manter clientes grandes), a emissão da nota muda drasticamente:
- Você não usará mais apenas os campos do Simples.
- Terá que preencher os campos de IBS e CBS com as alíquotas de teste, se assim for regulamentado para a sua atividade específica na fase de transição.
A Silva e Rino Contabilidade analisa caso a caso se sua empresa do Simples deve ou não destacar esses impostos em 2026.
Erros Comuns que Travam o Faturamento
Nesta fase de adaptação, nossa equipe já identificou os principais gargalos que impedem a autorização da nota fiscal:
- Erro de Soma Total: O valor total da nota deve considerar os novos impostos dependendo da negociação comercial (se o preço foi ajustado ou não). Divergências de centavos travam o XML.
- Falta de Cadastro do Adquirente: O novo sistema exige dados cadastrais mais robustos do comprador para garantir o destino do imposto (princípio do destino).
- Software Desatualizado: Tentar emitir nota em 2026 com a versão do sistema de 2025 é impossível. O esquema de validação da Receita mudou.
Como a Silva e Rino Implementa isso na Sua Empresa?
Não deixe para descobrir como emitir a nota no dia 02 de janeiro de 2026, com o caminhão parado no pátio esperando o documento.
A consultoria de Emissão Fiscal da Silva e Rino atua em três frentes:
1. Auditoria de Software (ERP)
Entramos em contato técnico com o suporte do seu sistema (Totvs, SAP, Omie, ContaAzul, etc.) para garantir que os parâmetros fiscais da sua empresa (Lucro Real/Presumido) estejam configurados para a alíquota de teste.
2. Treinamento da Equipe de Faturamento
Quem emite a nota precisa entender o que está fazendo. Treinamos seus colaboradores para identificar qual CST usar e como conferir se o imposto foi calculado certo antes de apertar “Transmitir”.
3. Monitoramento de Rejeições
Nos primeiros meses de 2026, monitoramos em tempo real as rejeições de nota da sua empresa. Se a SEFAZ bloquear, nossa equipe técnica intervém para corrigir o arquivo e liberar a venda.
Dúvidas Frequentes (FAQ)
Separamos as perguntas mais técnicas sobre a operação da nota fiscal em 2026:
A alíquota de teste incide sobre todas as notas?
Em regra, sim, para todas as operações onerosas de bens e serviços, salvo as que possuem imunidade ou isenção constitucional específica mantida na Reforma.
O destaque de 1% gera crédito para meu cliente?
Sim. Esta é a grande vantagem. O 1% que você destaca e paga gera crédito imediato de CBS e IBS para o seu cliente (B2B), que poderá abater dos impostos dele. Isso torna sua nota fiscal um “ativo financeiro” para quem compra de você.
Como fica a Nota Fiscal de Consumidor (NFC-e / Cupom)?
O varejo também deve adaptar seus sistemas de frente de caixa (PDV). A alíquota de teste deve aparecer no cupom fiscal, garantindo a transparência tributária para o consumidor final, embora ele não tome crédito (exceto em programas de CPF na nota, dependendo do estado).
Se eu tiver saldo credor de PIS/COFINS anterior, posso usar para pagar a alíquota de teste?
As regras de compensação cruzada (saldo velho pagando imposto novo) estão sendo definidas pelas Leis Complementares. A Silva e Rino acompanha diariamente essas normas para permitir que você use “gordura velha” para pagar a conta nova.
A Nota Fiscal é o Coração da Reforma
Emitir a nota fiscal corretamente com a alíquota de teste de 1% é a prova de fogo da adaptação da sua empresa à Reforma Tributária. Um erro aqui trava o faturamento, impede o transporte da mercadoria e gera passivo fiscal.
Não improvise na hora de faturar. A Silva e Rino Contabilidade possui a expertise tecnológica e tributária para garantir que sua empresa atravesse 2026 emitindo notas com fluidez, segurança e total conformidade.
Sua empresa está pronta para virar a chave em 2026?
Evite o bloqueio do seu faturamento. Entre em contato agora com o suporte técnico da Silva e Rino Contabilidade. Vamos validar seus parâmetros fiscais e preparar sua empresa para a nova era da emissão fiscal.
